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Artigos sobre Manutenção Industrial e Gestão de Ativos

Tipos de manutenção: quais são os prós e os contras de cada um?

Guilherme Bogo
Escrito por Guilherme Bogo em 30 de junho de 2020
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Cada setor dentro da empresa possui uma finalidade. Da mesma forma, cada ativo possui uma característica ímpar e os cuidados com as máquinas e os equipamentos podem variar. Para manter o chão de fábrica funcionando a todo vapor, cabe ao gestor definir qual é o tipo de manutenção certo.

Se o profissional não sabe qual é a manutenção de ativos ideal, a empresa pode acabar pagando mais caro, perder a excelência na produtividade ou até mesmo ver as vendas despencando por conta de paralisações desnecessárias. Quem quer isso? Ninguém!

Não sabe qual é a manutenção ideal para os seus equipamentos? Veja, nesse post, a importância de escolher corretamente, quais são os principais tipos de manutenção, como funcionam e quais são os prós e os contras de cada procedimento na gestão da manutenção. Confira!

# A importância da manutenção para cada equipamento

A manutenção de ativos é importante para garantir o desempenho das máquinas. Também para aumentar a confiabilidade dos equipamentos, melhorar a qualidade dos produtos, aumentar a segurança dos trabalhadores, reduzir os custos de produção, entre outras coisas.

Ao definir o tipo de manutenção certo para cada equipamento, a empresa consegue ficar mais preparada para atender o mercado. Consegue relacionar quais as máquinas que exigem mais cuidados, quais equipamentos são prioridade na produção e com isso reduzir as paralisações.

# Quais são os principais tipos de manutenção?

1. Manutenção corretiva

A manutenção corretiva é utilizada para restaurar as condições de um equipamento. Ou seja, têm como finalidade eliminar qualquer fonte de falha presente nos ativos. Entre as principais vantagens dessa manutenção, temos:

  • Redução de perdas na produtividade;
  • Manter o desempenho das máquinas;
  • Substituição de peças auxiliares de baixo valor.

No entanto, também pode apresentar desvantagens caso não seja realizado um planejamento. Os contras da manutenção são:

  • Acidentes de trabalho;
  • Gastos elevados com serviços, peças e mão de obra;
  • Indisponibilidade dos ativos;
  • Redução da produtividade e do faturamento.

É importante que o profissional de gestão avalie em que situações a manutenção corretiva pode ser vantajosa para a empresa. No caso de ativos com pouco uso, por exemplo, essa modalidade é uma alternativa interessante.

2. Manutenção corretiva planejada

Para evitar a falha, a manutenção corretiva deve ser feita regularmente. Por meio de um procedimento constante o gestor é capaz de identificar quais são os erros e qual é o tempo necessário para as correções. Com um planejamento, a empresa consegue elaborar ações mais estratégicas para eliminar ou reduzir a frequência de erros.

Entre as vantagens da manutenção corretiva planejada, destacam-se:

  • Maior controle de ativos;
  • Redução na paralisação dos equipamentos;
  • Melhora na produtividade;
  • Contenção dos custos quando comparado aos outros tipos de manutenção.

Caso a empresa não realize um plano para a manutenção corretiva, ela pode acabar tendo de arcar com altos gastos com peças, mão de obra e serviços. Além de correr o risco de ver os profissionais envolvidos em acidentes.

3. Manutenção preventiva

A manutenção preventiva tem como objetivo prevenir a fábrica contra as falhas e paralisações. Deve ser planejada e programada, com todas as suas etapas bem definidas e executadas. Entre as principais vantagens da manutenção preventivas, temos:

  • Contenção das falhas;
  • Melhora no desempenho das máquinas;
  • Programação das atividades de conservação;
  • Redução da degeneração dos equipamentos;
  • Realização de reparos em condições propícias para a operação.

Por outro lado, as desvantagens são:

  • Definição errônea dos trabalhos;
  • Equívoco na gestão de estoques;
  • Falha na organização da manutenção preventiva e corretiva;
  • Métodos errados que podem prejudicar o rendimento ou qualidade da operação.

4. Manutenção preditiva

Na manutenção preditiva os equipamentos e as máquinas precisam ser monitorados e inspecionados constantemente. Esse procedimento possibilita medir o desempenho por meio da análise estrutural de peças e análises de vibrações. Também, por ultrassom (para detectar possíveis vazamentos), termografia, entre outros.

Com base nesses resultados, a empresa consegue:

  • Detectar eventuais falhas;
  • Antecipar problemas;
  • Aumentar a segurança dos equipamentos;
  • Antecipar a intervenção da correção corretiva;
  • Possibilitar um custo menor.

A manutenção preditiva possui poucas desvantagens quando comparada aos outros procedimentos, mas a contratação de profissionais especializados continua sendo o maior desafio. Como exige investimento para realizar o monitoramento regularmente, os equipamentos utilizados acabam tendo um custo mais elevado.

# Matriz de criticidade de manutenção

A criticidade indica a importância de um ativo dentro da empresa. Isto é, o quanto um equipamento é indispensável para a operação. Com base na criticidade, é possível definir as principais ações da manutenção para garantir que o sistema funcione corretamente.

Existem formas de classificar as máquinas em termos de gravidade do episódio da falha, como o método ABC. Para isso devem ser levados em consideração os seguintes critérios:

  • Segurança: Os ativos que podem causar sérios danos à saúde do trabalhador;
  • Qualidade: As máquinas que realizam um procedimento preciso. Aqui, qualquer problema pode prejudicar a qualidade na produção;
  • Impacto na produção: Falhas podem afetar a produtividade. Assim sendo, quais são os equipamentos que não podem sofrer paralisações?
  • Confiabilidade da máquina: Usando o Indicador MTBF (Mean Time Between Failures, Tempo médio entre falhas) é possível calcular o tempo decorrido entre falhas em um ativo;
  • Tempo de reparo: Utiliza o indicador MTTR (Mean Time To Repair, Tempo médio para reparo) para calcular o tempo médio necessário para que a máquina volte a funcionar;
  • Custos de manutenção: O valor gasto no conserto de uma máquina.

Por meio desses critérios, a empresa é capaz de classificar as máquinas em três níveis: alto impacto, médio impacto e sem impacto. Depois, fazer uso de um fluxograma para selecionar os ativos altamente críticos, os equipamentos moderadamente críticos e as máquinas de baixa criticidade.

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TAGS: Gestão

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