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Artigos sobre Manutenção Industrial e Gestão de Ativos

Manutenção Preventiva: Tudo o que você precisa saber

Luan Santos
Escrito por Luan Santos em 7 de julho de 2022
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Quando a empresa adquire uma máquina ou um equipamento novo, espera que esse ativo tenha um longo período de vida útil e que desempenhe as funções às quais foi designado. É aí que entra o que chamamos de Manutenção Preventiva!

O ponto-chave é que, para garantir que isso ocorra, é necessário colocar em prática a seguinte estratégia: fazer a manutenção. Mais precisamente, a manutenção preventiva para impedir que possíveis falhas prejudiquem o desempenho desse ativo.

A sua empresa sabe como realizar a manutenção preventiva de máquinas e equipamentos?

Veja, neste guia, tudo que é preciso para fazer o procedimento correto e como o Keepfy, software de manutenção de ativos, pode simplificar as operações que envolvem o setor de manutenção.

O que é manutenção preventiva?

Antes de explicarmos como a manutenção preventiva funciona, é preciso esclarecer do que trata o procedimento e quais são seus diferenciais diante dos outros tipos de manutenção.

A manutenção preventiva é considerada a modalidade mais eficaz quando o assunto é assegurar a qualidade e o funcionamento dos ativos. Isso porque utiliza práticas que ajudam a preservar peças e componentes, e seguir todas as orientações dadas pelo fabricante.

Se a empresa adquire uma máquina e no manual do usuário está prescrito que o ideal é realizar a troca de óleo a cada seis meses, por exemplo, o responsável pela manutenção precisa fazer o procedimento sem falta. Do contrário, o ativo pode receber pouca lubrificação e isso acelerar o desgaste das peças.

Quando falamos em manutenção de ativos, é comum as pessoas acharem que o procedimento é o mesmo para a manutenção preventiva, corretiva e preditiva. Mas, na verdade, não funciona dessa forma…

Enquanto a manutenção preventiva é a modalidade que foca em assegurar o bom funcionamento dos ativos e prevenir o chão de fábrica contra paradas não programadas, a manutenção corretiva é usada para restaurar as condições de uma máquina ou equipamento.

Já a manutenção preditiva é utilizada para monitorar o ativo e, com base nos resultados, detectar eventuais falhas, prevenir problemas e antecipar a intervenção da manutenção corretiva.

Qual é o objetivo da manutenção preventiva?

O objetivo da manutenção preventiva não é outro senão prevenir a fábrica contra as falhas e paralisações.

No entanto, para que esse objetivo seja atingido, a empresa precisa planejar e programar a manutenção preventiva com excelência. Ou seja, deve definir as etapas e assegurar que todas as atividades relacionadas à manutenção serão executadas corretamente.

“Mas planejar e programar a manutenção não é a mesma coisa?”

Embora os nomes sejam parecidos, planejar e programar a manutenção são duas coisas completamente distintas. Entenda…

O planejamento funciona como um cronograma que prevê quais atividades precisam ser realizadas dentro do setor de manutenção. Ou seja, é direcionado para “o que fazer e como fazer”.

Já a programação é utilizada para organizar todo o fluxo de serviços prestados pelo setor. Ou seja, é voltada mais para “quando e quem será responsável pela execução das tarefas”.

Por que adotar a manutenção preventiva?

O grande diferencial de uma empresa está em assegurar que a fabricação e a entrega de seus produtos ocorram dentro do prazo. Já pensou, então, se não consegue garantir o funcionamento de seus ativos e toda a produção precisa ser interrompida?

Além da parada prejudicar a experiência do consumidor, isso faz com que a satisfação do cliente e a credibilidade da marca caiam. E uma vez que isso acontece, a empresa corre o sério risco de perder espaço no mercado.

A manutenção preventiva, portanto, não é só uma prática que busca prevenir a fábrica contra as falhas e paralisações. É, também, uma estratégia para assegurar a satisfação dos clientes e manter a competitividade dos negócios.

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil registrou saldo positivo de 2,6 milhões de novas empresas em 2021. Isso reforça a ideia de que o mercado realmente está mais acirrado, e que aplicar a manutenção preventiva pode ser um diferencial para sobressair à concorrência.

Manutenção preventiva e curva PF: qual é a relação?

A curva PF é um gráfico que mostra o período entre a falha potencial e funcional de um ativo. A falha potencial ocorre quando está no seu estágio inicial, ou seja, não é capaz de prejudicar a funcionalidade da máquina. A falha funcional, por outro lado, acontece quando o equipamento não é mais capaz de desempenhar suas funções.

A empresa deve, portanto, planejar e programar a manutenção de modo a impedir que uma falha potencial ocorra.

A curva PF é bastante utilizada na Manutenção Centrada na Confiabilidade (RCM), que foca em manter os ativos da empresa disponíveis e funcionando. Não só isso, que reúne as melhores práticas na gestão e os diferentes tipos de manutenção, tal qual a manutenção preventiva.

Entre as melhores práticas na gestão da manutenção, temos:

  • Controle dos custos;
  • Gestão de estoque;
  • Monitoramento de metas e indicadores;
  • Mensuração do desempenho da manutenção;
  • Planejamento da manutenção preventiva e preditiva;
  • Implantação de um sistema informatizado.

Quando a curva PF é usada em boa estratégia de manutenção, a empresa consegue assegurar a confiabilidade e disponibilidade de máquinas e equipamentos por mais tempo.

Qual o passo a passo para aplicar a manutenção preventiva?

Agora que já explicamos o que é manutenção preventiva, qual é o seu objetivo e por que a empresa deve adotar essa prática, chegou o momento de mostrarmos o passo a passo para aplicar a manutenção. Confira!

1- Faça o levantamento de todos os equipamentos

O primeiro passo para aplicar a manutenção preventiva corretamente, envolve fazer o levantamento de todos os equipamentos que compõem o parque fabril. Nesse inventário, deve constar dados sobre máquinas, equipamentos, ferramentas e peças, apontando suas características, tempo de uso e principais funcionalidades.

O objetivo, nessa etapa, é levantar o máximo de informações possíveis para identificar os ativos mais críticos e que exigem manutenção preventiva.

2- Classifique os ativos por grau de criticidade

Depois de fazer o levantamento das máquinas, será necessário que a empresa classifique esses ativos por grau de criticidade.

Na indústria, cada equipamento causa um impacto diferente no ciclo produtivo, na segurança dos colaboradores ou no meio ambiente. Fazer a classificação é, portanto, uma forma de descobrir quais dessas máquinas geram mais prejuízos em casos de falhas e quebras. E, como consequência, exigem a manutenção preventiva.

Para a empresa descobrir o grau de criticidade dos equipamentos, ela precisa levar em consideração uma série de critérios para classificar seus ativos em três classes (A, B ou C).

  1. Ativos classe A: são considerados os ativos com prioridade alta. Ou seja, aqueles que, se sofrerem paradas repentinas, podem acarretar a interrupção dos processos ou até mesmo redução da capacidade dos operadores;
  2. Ativos classe B: são as máquinas e equipamentos que, apesar de serem importantes na empresa, não ocasionam paradas e nem prejudicam as operações;
  3. Ativos classe C: são considerados os ativos que, embora necessários, não afetam em nada o processo produtivo.

Se levar em consideração o grau de criticidade, a empresa conseguirá identificar o tipo certo de manutenção para cada equipamento.

Para os ativos de classe A, o ideal é que façam parte do plano de manutenção preditivo, pois precisam ser monitorados com frequência para garantir a qualidade e um bom desempenho.

Para os ativos de classe B, o indicado é que a empresa realize a manutenção preventiva baseada em intervalos (de tempo em tempo), enquanto para os ativos de classe C, a alternativa mais indicada é a execução da manutenção corretiva.

3- Elabore um plano de manutenção preventiva

Uma vez identificados os ativos que precisam de manutenção preventiva, a empresa deve elaborar um documento para planejar a execução da manutenção.

Criar um plano de manutenção preventiva não é necessariamente difícil. Entretanto, vai exigir que o encarregado pelo planejamento siga algumas etapas. São elas:

  1. Preencher o checklist com as tarefas que compõem a manutenção: aqui é preciso definir os reparos e consertos que precisam ser feitos nos ativos, bem como os materiais e peças que serão utilizados e o modo como essas ações devem ser realizadas;
  2. Definir as melhores datas para a manutenção: aqui será necessário definir as datas mais propícias para paralisar as máquinas que irão receber manutenção, de modo que isso não prejudique o processo produtivo;
  3. Se reunir com a equipe para esclarecer dúvidas: o foco aqui é responder a todas as dúvidas e questionamentos relacionados aos serviços de manutenção.

4- Faça a programação da manutenção preventiva

Depois de feito o planejamento, é hora de programar a manutenção preventiva para que ela ocorra da melhor forma. Nessa fase, a empresa precisa apontar quem serão os encarregados por fazer os reparos e consertos, e agendar o dia e a hora ideal para realizar a manutenção.

Se no planejamento as ideias são inseridas no papel, na fase da programação a empresa organiza todos os procedimentos para que a manutenção seja colocada em prática.

5- Monitore os resultados

Após o levantamento de ativos, identificado o grau de criticidade, elaborado um plano de manutenção e programado os reparos e consertos, é hora de fazer a manutenção e monitorar os resultados.

Assim que todas as atividades forem concluídas, a empresa precisa acompanhar a performance dos ativos. Isso será importante para se certificar de que as tarefas foram realizadas com excelência, e que o parque fabril está livre de sofrer com falhas e paralisações.

Esse monitoramento pode ser feito por meio de análise de KPIs (indicadores de desempenho), inspeções regulares, entre outros.

Exemplos de manutenção preventiva

Como a manutenção preventiva envolve uma série de etapas, é comum os gestores ficarem confusos na hora de determinar quais atividades precisam ser realizadas. Por isso, preparamos esse tópico com alguns exemplos. Dê só uma olhada:

Limpeza e lubrificação

Nesse exemplo de manutenção preventiva, o profissional responsável fica encarregado de fazer a limpeza e a lubrificação dos equipamentos. Esse procedimento é útil para amenizar o atrito das peças, reduzir o desgaste, evitar corrosões e manter os ativos bem higienizados.

Inspeção de instrumentos

Na inspeção de instrumentos, o profissional costuma checar se as funcionalidades básicas do ativo encontram-se em dia. Esse procedimento é tão importante quanto a limpeza e lubrificação, já que ajuda a identificar possíveis erros e falhas com antecedência.

Substituição de peças e componentes

A substituição de peças e componentes é um exemplo de manutenção preventiva que visa conservar a vida útil dos ativos. Aqui o profissional responsável pela tarefa efetua a troca periódica de itens indispensáveis para o bom funcionamento das máquinas.

Calibração e aferição de instrumentos

A calibração é um procedimento que ajuda a verificar se os instrumentos de medição estão aptos para desempenhar suas funções. Já a aferição serve para se certificar de que os instrumentos que receberam calibração realmente estão em seu verdadeiro padrão de ofício.

O objetivo com essa manutenção é prover confiabilidade nas operações e processo de controle de qualidade.

Históricos e recomendações de fabricantes

Acompanhar os históricos e recomendações de fabricantes é outro exemplo de manutenção que a empresa pode colocar em prática. Aqui o profissional segue à risca tudo que está no manual, de modo que os ativos entreguem a qualidade de sempre e continuem desempenhando suas funções.

Quais são as vantagens e os benefícios gerados pela manutenção preventiva?

Sem dúvida, o grande benefício da manutenção preventiva está em prevenir a fábrica contra as falhas e paralisações. Entretanto, existem muitas outras vantagens geradas pela manutenção que também são relevantes e precisam ser mencionadas neste tópico.

Abaixo, veja quais são:

1- Garantia de segurança

Ao aplicar a manutenção preventiva a empresa consegue reduzir o risco de falhas e erros que podem ocasionar em acidentes e até prejudicar as pessoas que trabalham no parque fabril.

2- Aumento na vida útil dos ativos

A manutenção preventiva também ajuda a aumentar a vida útil de máquinas e equipamentos, já que foca na preservação de peças, componentes e funcionalidades.

3- Mais controle sobre o estoque

Uma vez que adota a manutenção preventiva como aliada, a empresa consegue monitorar a situação real de seus ativos e, com base nesse monitoramento, encomendar peças ou utilizar componentes conforme necessário.

4- Redução no tempo de paradas não programadas

A manutenção preventiva ajuda ainda a reduzir o tempo de paradas não programadas, já que evita falhas e possíveis erros que tendem a prejudicar a continuidade dos processos.

5- Aumento na produtividade

Como as máquinas e equipamentos passam a funcionar sem interrupções, a empresa consegue aumentar a sua produtividade e até simplificar o trabalho dos colaboradores.

6- Contenção dos custos

Ao planejar a manutenção preventiva, a empresa consegue se programar financeiramente para realizar os consertos e reparos. Assim, reduz os custos do setor.

7- Aumento da competitividade

Com a manutenção preventiva, a empresa consegue assegurar o sucesso na produção e nas entregas. Isso reflete na satisfação do cliente, que passa a enxergar a marca como confiável, e inclusive ajuda a organização no aumento da competitividade.

Qual é a importância de contar com a tecnologia na manutenção preventiva?

A manutenção preventiva, assim como todas as outras modalidades de manutenção, requerem um controle amplo e o fácil acesso às informações.

Se a empresa fizer tudo manualmente, processos como planejamento e programação da manutenção podem demorar muito para serem concluídos. E, como consequência, a empresa pode sofrer com falhas e paralisações.

Hoje em dia, qualquer parada não programada pode acarretar prejuízos enormes, seja na produção, entregas ou experiência do cliente. E que empresa quer correr esse risco?

Assim sendo, adotar novas tecnologias como, por exemplo, um software de manutenção, passa a ser extremamente necessário para a marca sair na frente e realizar todo o controle de forma automática.

Com um software de manutenção, a empresa consegue integrar setores, centralizar informações e monitorar o status das atividades em tempo real. Isso significa que a tomada de decisão, o levantamento de dados e a análise de indicadores de manutenção podem, hoje, ser realizados em um só local.

Detalhe: a empresa não precisa se preocupar com questões relacionadas a extravio de dados ou falhas na comunicação.

Como funciona a manutenção preventiva dentro do Keepfy?

O Keepfy é uma ferramenta de gestão altamente desenvolvida para auxiliar na manutenção de ativos. Ajuda no gerenciamento, otimiza processos, contribui para a tomada de decisão e, inclusive, simplifica a manutenção preventiva.

Com o Keepfy, a empresa tem acesso ao painel de executor, um espaço onde todas as informações importantes sobre a manutenção ficam à disposição dos planejadores e gestores.

No módulo “agenda interativa”, os profissionais conseguem monitorar as ordens de serviço, agendar as manutenções e também acompanhar o progresso de toda a equipe.

Já no módulo “planta gráfica”, o profissional encarregado pode ter uma visão mais ampla sobre todo o parque fabril. O que significa que consegue analisar o progresso das atividades e, inclusive, configurar alertas de notificação para ajudar na conclusão de tarefas.

O Keepfy é um software feito sob medida para as empresas que querem realizar uma gestão de manutenção sem erros. Possui todas as funcionalidades que o setor precisa e entrega módulos que, além de facilitar o dia a dia do gestor, simplificam a prática de manutenção.

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