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Artigos sobre Manutenção Industrial e Gestão de Ativos

Manutenção Corretiva: Vale a pena investir?

Luan Santos
Escrito por Luan Santos em 21 de julho de 2022
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A Manutenção Corretiva é considerada a modalidade de manutenção mais antiga que existe. Surgiu antes da Segunda Guerra Mundial e, até hoje, é aplicada em máquinas e equipamentos para corrigir falhas, quebras ou defeitos.

Mas mesmo sendo o tipo de manutenção mais antigo, ainda existem empresas que não sabem como a Manutenção Corretiva funciona, quais seus benefícios ou o que a diferencia das outras modalidades.

Para esclarecer de uma vez por todas o que é Manutenção Corretiva e qual o seu papel dentro da indústria, preparamos este artigo completo para responder às seguintes questões:

  1. O que é Manutenção Corretiva?
  2. Qual é o objetivo da Manutenção Corretiva?
  3. Por que adotar a Manutenção Corretiva?
  4. Como a Manutenção Corretiva funciona?
  5. O que diferencia a Manutenção Corretiva de outros tipos de manutenção?

Preparado para dominar o assunto de uma vez por todas e descobrir se a Manutenção Corretiva é a modalidade certa para aplicar na sua empresa?

Então, vamos lá!

O que é a Manutenção Corretiva?

A Manutenção Corretiva é um tipo de manutenção voltado para restaurar as condições dos ativos após a ocorrência de uma falha. Assim, está relacionada à correção de problemas que atrapalham o bom funcionamento das máquinas e equipamentos.

Essa modalidade pode ser dividida em duas categorias: Manutenção Corretiva Planejada e Manutenção Corretiva Não Planejada.

Manutenção Corretiva Planejada Manutenção Corretiva Não Planejada
Realizada quando é detectada a perda de performance do ativo. Nesse caso, antecipa-se o problema e é programada a intervenção para evitar danos mais graves. Utilizada apenas quando há a necessidade de realizar reparos e consertos aleatórios.

Qual é o objetivo da Manutenção Corretiva?

O principal objetivo da Manutenção Corretiva é corrigir falhas, quebras ou defeitos que afetam o desempenho do maquinário.

Na indústria, é muito comum os ativos receberem vários tipos de manutenção ao longo de sua vida útil por causa da frequência de uso ou manipulação errônea.

A Manutenção Corretiva só é aplicada quando a empresa percebe que os ativos estão prestes a apresentar problemas ou já ficaram impossibilitados de desempenhar suas funções.

Portanto, se o objetivo da empresa for impedir paradas não programadas, a Manutenção Corretiva não é a melhor opção, o ideal é que o gestor opte pela Manutenção Preventiva, modalidade que foca em assegurar a qualidade e o funcionamento dos ativos.

Por que adotar a Manutenção Corretiva?

Embora não seja a modalidade mais indicada, existem algumas situações em que esperar para realizar a Manutenção Corretiva pode ser interessante.

Nesse sentido, se a empresa tiver um estoque de produtos reserva, por exemplo, não precisará se preocupar se um equipamento de criticidade alta apresentar uma falha funcional e parar, porque a paralisação do maquinário não vai afetar as entregas.

Do mesmo modo, se tiver peças para reposição no estoque, não tem porque desembolsar uma grande quantia em dinheiro, já que não será preciso adquirir componentes novos.

A adoção da Manutenção Corretiva vai depender muito das necessidades da empresa e o que ela pretende alcançar com a manutenção.

Como a Manutenção Corretiva funciona?

A Manutenção Corretiva funciona de forma bastante simples. A empresa fica esperando até que uma das máquinas ou equipamentos comece a apresentar problemas para só então agir e buscar uma solução.

Desse modo, digamos que a sua indústria tem um ativo de baixa criticidade que sofreu uma falha inesperada e simplesmente parou. Nessa situação, a equipe responsável pela manutenção vai averiguar o que houve com o maquinário para descobrir qual foi a falha que o impediu de realizar as suas tarefas.

Aqui, é importante lembrar que existem dois tipos específicos de falhas: a falha potencial e a falha funcional.

Falha potencial Falha funcional
Ocorre quando a máquina não para por completo, apenas reduz o seu rendimento. Alguns exemplos de falha potencial: vazamento de óleo ou trinca de uma peça. Ocorre quando a indústria não trata a falha potencial. Geralmente, os acidentes de trabalho e as paradas na produção acontecem devido a uma falha funcional.

Nesse contexto, se a empresa quiser, ela pode esperar que ocorra uma falha funcional para aplicar a Manutenção Corretiva.

Muitas pessoas podem achar que esperar que ocorra a falha funcional para aplicar a Manutenção Corretiva não é a alternativa mais inteligente. Mas se a empresa adequar essa modalidade à curva ABC, o chão de fábrica pode sair beneficiado de alguma forma.

O que é a curva ABC?

Na indústria, cada equipamento causa um impacto diferente no ciclo produtivo, na segurança dos colaboradores e no meio ambiente. A curva ABC é, portanto, um método de classificação que separa esses itens por grau de importância e impacto.

Para a empresa descobrir o grau de criticidade de cada ativo, ela precisa considerar uma série de critérios, como:

  • Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (SA): a falha poderá acarretar danos materiais, pessoais e ambientais;
  • Qualidade e Produtividade (QP): a falha poderá prejudicar a qualidade do produto, reduzir a velocidade de produção e até impactar o sucesso produtivo;
  • Oportunidade de Produção (OP): a falha poderá provocar perda de produção, afetar o alcance das metas e, inclusive, prejudicar a qualidade do produto e o atendimento ao cliente;
  • Taxa de Ocupação (TO): a alta taxa de ocupação do ativo poderá comprometer a produção;
  • Frequência de Quebra (FQ): a frequência de falhas aponta problemas de manutenção e pode indicar que o equipamento está com pouca vida útil;
  • Mantenabilidade (MT): o tempo ou custo para reparo desse ativo são muito elevados.

Após analisar esses critérios, a empresa conseguirá selecionar quais são os ativos mais ou menos críticos (A, B ou C).

ATIVOS CLASSE A ATIVOS CLASSE B ATIVOS CLASSE C
São considerados ativos de prioridade alta, ou seja, aqueles que, se sofrerem paradas repentinas, podem interromper processos ou até mesmo reduzir a capacidade dos operadores. São as máquinas e equipamentos que, apesar de serem importantes no processo produtivo, não ocasionam paradas e nem prejudicam as operações. São considerados os ativos que, embora necessários, não afetam em nada o processo de produção.

Nesse sentido, se a empresa considerar o grau de criticidade, ela poderá identificar qual é o tipo de manutenção mais adequado para cada máquina e equipamento.

No caso da Manutenção Corretiva, por exemplo, os ativos que estão classificados na categoria C são os mais indicados. Afinal, a parada desses equipamentos não afeta o processo produtivo e nem representa risco à segurança dos colaboradores.

O que diferencia a Manutenção Corretiva de outros tipos de manutenção?

Além da Manutenção Corretiva, existem outras duas modalidades que as empresas podem recorrer para manter os ativos funcionando.

A Manutenção Preventiva, por exemplo, é o tipo de manutenção que tem como finalidade evitar quebras e o aparecimento de falhas. Diferente da Manutenção Corretiva, que trata dos reparos apenas quando surge o problema, aqui, os procedimentos são realizados periodicamente.

Já a Manutenção Preditiva é uma modalidade mais moderna que os outros dois tipos de manutenção. Isso porque, indica, por meio da tecnologia, quais são as condições reais de funcionamento e desempenho do maquinário. Diferente da Manutenção Corretiva, nesse caso, a empresa consegue economizar porque a prática possibilita um custo menor de reparo e conserto.

Manutenção Preventiva Manutenção Corretiva Manutenção Preditiva
Usa práticas que ajudam prevenir a fábrica contra as falhas e paralisações. Deve ser planejada e programada com antecedência para que a parada não prejudique o processo produtivo. Espera que o maquinário perca desempenho ou uma falha ocorra para agir na correção do problema. Usa tecnologias que possibilitam monitorar os ativos em tempo real. É utilizada para prevenir danos e prever possíveis falhas.

Como aplicar a Manutenção Corretiva?

Agora que você já sabe o que é Manutenção Corretiva, como funciona e qual a diferença dessa modalidade para os outros tipos de manutenção, chegou o momento de conferir o passo a passo para aplicar a Manutenção Corretiva na empresa.

1. Registro de informações sobre a falha

Como a Manutenção Corretiva só é aplicada quando um ativo começa a perder desempenho ou uma falha ocorre, o primeiro passo será registrar o máximo de informação possível sobre a falha.

Nesse documento, o profissional poderá inserir informações como:

  • Que tipo de falha aconteceu?
  • Quando o problema ocorreu?
  • A falha está prejudicando o processo produtivo?
  • O problema é grave ou não?
  • Qual é o grau de criticidade do ativo que apresentou problema?

2. Entrega do documento para o setor de manutenção

Depois que as informações forem registradas, o profissional deve entregar o documento para o pessoal encarregado pela manutenção.

Aqui, a equipe avaliará o problema, definirá um horário específico para fazer os reparos e indicará tudo que será preciso para corrigir os danos, tais como peças, ferramentas, lubrificantes, mão de obra, entre outros.

3. Aplicação dos reparos e consertos

Assim que a equipe estiver preparada, é hora de se dirigir até o maquinário para realizar as operações. Nesse momento, é importante verificar se o ativo está realmente desligado para evitar qualquer tipo de acidente.

4. Análise após o reparo

Depois de concluir os serviços, o gestor deve analisar as condições de funcionamento do ativo após o reparo. Essa é uma etapa necessária para assegurar que o procedimento de manutenção foi feito corretamente e que a máquina foi restaurada para suas condições normais.

Se perceber que o ativo continua apresentando algum tipo de problema, a equipe responsável pela manutenção deverá ser novamente sinalizada para fazer um novo procedimento.

Exemplos de Manutenção Corretiva

Embora a Manutenção Corretiva não tenha tantas etapas como a Manutenção Preventiva e a Manutenção Preditiva, alguns profissionais podem ficar confusos na hora de agir diante de uma falha.

Por isso, preparamos esse tópico com exemplos de Manutenção Corretiva para você saber o que fazer em algum desses casos.

Reparos emergenciais

Os reparos emergenciais são requisitados quando alguma situação urgente ocorre. Se a empresa tiver um elevador e durante o expediente ele quebrar com pessoas dentro, por exemplo, a equipe de manutenção precisa se mobilizar o quanto antes para resolver esse problema e garantir a segurança dos trabalhadores.

Reparos de peças ou outros componentes

Nesse exemplo de Manutenção Corretiva, os profissionais ficam encarregados de reparar peças ou componentes que estão quebrados ou apresentaram falhas. Sabe quando um ativo crítico teve as operações interrompidas devido a um problema em uma das peças? Então, esse é um dos casos.

Reparos de qualidade

O foco aqui é corrigir a má qualidade de uma máquina ou um equipamento que está prejudicando os produtos ou ocasionando desconforto nos operadores, por exemplo, corrigir as vibrações que estão causando ruídos no chão de fábrica.

Vantagens e benefícios gerados pela Manutenção Corretiva

Quando falamos em Manutenção Corretiva, é difícil apontar os benefícios porque, comparada aos outros tipos de manutenção, ela apresenta menos vantagens. Ainda assim, se aplicada nos ativos de criticidade baixa (C), a empresa pode garantir ganhos interessantes. Acompanhe!

Tempo em inatividade é reduzido

A Manutenção Corretiva só é realizada quando a máquina começa a apresentar problemas ou uma falha ocorre. Nesse sentido, o chão de fábrica consegue reduzir o tempo de inatividade, pois os ativos só sofrem paradas quando precisam de reparos.

Maior desempenho no parque fabril

Uma vez que o chão de fábrica só interrompe as atividades quando os ativos sofrem falhas e paralisações, a empresa consegue ter um maior desempenho na produção e nos prazos de entrega.

Redução de perdas de produtividade

Máquinas e equipamentos de criticidade baixa não interferem em nada no processo de produção. Isso significa que, ao aplicar a Manutenção Corretiva nesses ativos, a empresa não precisa se preocupar com questões relacionadas à perda de produtividade.

Baixo custo para substituir peças auxiliares

Além de reduzir o tempo de inatividade, garantir maior desempenho no parque fabril e mitigar perdas de produtividade, a Manutenção Corretiva também ajuda a empresa a gerar economia.

Afinal, quando se pretende substituir peças auxiliares, geralmente, essas têm baixo valor e não requerem um investimento alto para o setor de manutenção.

Desafios e desvantagens da Manutenção Corretiva

Assim como as outras modalidades, a Manutenção Corretiva também tem desafios e desvantagens, por exemplo, quando a empresa aplica a Manutenção Corretiva em máquinas e equipamentos de criticidade média e alta, ela pode sofrer gastos elevados com serviços, peças e mão de obra.

Nesse caso, também pode enfrentar paradas de produção, perda de qualidade dos produtos, atraso nas entregas e, inclusive, queda de faturamento.

Além disso, acidentes de trabalho tendem a se tornar mais frequentes, já que a empresa não tem o hábito de monitorar os ativos e não sabe dizer quais são os problemas que cada máquina e equipamento possui.

O ideal é que a Manutenção Corretiva seja direcionada apenas aos ativos de criticidade baixa, pois esses não representam qualquer tipo de ameaça para as pessoas e processos.

A importância da tecnologia para a Manutenção Corretiva

Até pouco tempo atrás, todo o controle de ordens de serviço, estoque de peças e pessoas era feito manualmente. Para o gestor de manutenção, esse procedimento sempre foi desafiador, porque colocar tudo na ponta do lápis é algo que exige horas de trabalho e esforço.

Hoje, ainda existem profissionais que fazem toda a gestão da manutenção manual? Sim! Mas qual é a vantagem disso, sendo que agora podem recorrer à tecnologia para ajudar?

Atualmente, as empresas não podem mais se dar ao luxo de paralisar suas operações ou arcar com custos elevados de manutenção. Afinal, o mercado não para de crescer e exige uma postura mais competitiva.

Se a empresa depende de métodos ultrapassados, ela corre o sério risco de sofrer paradas não programadas a qualquer momento. E querendo ou não, isso vai impactar negativamente os negócios, mesmo que realize a Manutenção Corretiva em seus ativos.

Logo, contar com uma tecnologia é essencial para a empresa manter controle absoluto sobre tudo que envolve o maquinário. Investir em um software de manutenção pode ajudar o setor a emitir ordens de serviço mais rápido, descobrir qual é o nível de criticidade dos equipamentos e agendar reparos e consertos de acordo com a necessidade de cada ativo.

Ademais, a empresa também pode acessar relatórios, elaborar o plano de manutenção, organizar as atividades conforme a disponibilidade dos executores e monitorar indicadores de desempenho que ajudam na tomada de decisão estratégica.

Fazer a Manutenção Corretiva é um desafio porque também requer a coleta de informações e direcionamento dos serviços. Mas a empresa não precisa mais sofrer se investir em uma ferramenta para ajudar.

Gostou do conteúdo? Então, confira os materiais que temos publicados no nosso blog sobre Manutenção Preventiva e Preditiva!