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Downtime, MTBF e MTTR: o que significam e como se relacionam

21 de janeiro de 2026
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Quando se fala em produtividade industrial, poucos fatores impactam tanto o resultado quanto o desempenho dos equipamentos. Por isso, indicadores como downtime, MTBF e MTTR se tornaram essenciais para qualquer operação que busca reduzir falhas, aumentar a confiabilidade e melhorar a eficiência da manutenção.

Cada um deles revela um aspecto diferente do comportamento das máquinas,  desde o tempo total parado, até a frequência das falhas e a velocidade da correção. Quando analisados em conjunto, esses dados oferecem uma visão muito mais precisa do que está acontecendo no chão de fábrica e ajudam na tomada de decisões realmente estratégicas.

Neste artigo, você vai entender o que significa cada indicador, como eles se conectam e como podem transformar a forma como sua empresa enxerga a manutenção.

O que é downtime e o que ele revela

Downtime é o tempo em que uma máquina, equipamento ou processo fica indisponível para operar. Ele pode ocorrer por falhas inesperadas, manutenções planejadas ou até por causas externas, como falta de insumos ou energia. Mais do que apenas medir “quanto tempo a operação parou”, o downtime revela o impacto real das interrupções no desempenho produtivo.

Quando analisado com atenção, ele mostra:

  • Quais equipamentos mais prejudicam a produção
  • Quanto tempo a empresa perde por paradas evitáveis
  • Se o plano de manutenção está funcionando
  • Quais setores ou etapas da operação sofrem mais com interrupções

Entender o downtime é essencial para enxergar gargalos, justificar investimentos e identificar oportunidades de melhoria. Ele serve como uma base para interpretar outros indicadores, especialmente MTBF e MTTR, que ajudam a entender por que a parada aconteceu e quanto esforço foi necessário para colocá-la novamente em operação.

O que é MTBF e MTTR

Dentro da manutenção industrial, dois indicadores complementares ajudam a entender o comportamento e a confiabilidade dos equipamentos: MTBF e MTTR. Eles são amplamente usados para identificar padrões de falhas, avaliar desempenho e direcionar melhorias.

Antes de tudo, é necessário conceituar o que se entende por falha.

De acordo com a norma IEC 60050-192 – International Electrotechnical Vocabulary (Dependability), principal referência internacional para os conceitos de confiabilidade, disponibilidade e manutenção, falha (failure) é definida como:

“Término da capacidade de um item desempenhar uma função requerida.”

Essa definição envolve alguns elementos fundamentais:

  • Término da capacidade: indica que a falha ocorre em um instante específico no tempo, caracterizando a transição do item do estado operacional para um estado não operacional ou degradado.
  • Item: pode ser um equipamento, sistema, subsistema ou componente individual.
  • Função requerida: a falha não se limita a um defeito físico, mas à incapacidade de cumprir uma função previamente especificada, considerando aspectos como:
    • desempenho,
    • capacidade,
    • qualidade,
    • segurança,
    • conformidade operacional.

Dessa forma, sempre que ocorre uma falha — conforme definida pela norma — há a necessidade de uma intervenção de manutenção corretiva, uma vez que o item deixou de atender à sua função requerida.

MTBF — Mean Time Between Failures (Tempo Médio Entre Falhas)

O MTBF indica quanto tempo, em média, um equipamento opera sem falhar. Nesse sentido, quanto maior esse número, maior a confiabilidade da máquina. Ele é usado principalmente para avaliar tendências, prever possíveis problemas e entender se as ações de manutenção estão aumentando a vida útil dos ativos.

MTTR — Mean Time To Repair (Tempo Médio de Reparo)

Por outro lado, o MTTR revela quanto tempo a equipe leva, em média, para reparar uma falha e restabelecer o funcionamento do equipamento. Quanto menor o MTTR, mais ágil é o processo de recuperação — e menor o impacto das paradas na operação.

Esses dois indicadores ajudam a compreender tanto a frequência das falhas quanto a velocidade da resposta, construindo uma visão mais clara da performance da manutenção.

Como calcular MTBF

O cálculo do MTBF é simples e direto. Ele representa o tempo médio de operação entre uma falha e outra, mostrando o nível de confiabilidade do equipamento.

A fórmula é:

MTBF = Tempo total de operação / Número de falhas no período

Exemplo prático:
Se uma máquina operou 900 horas ao longo do mês e apresentou 3 falhas, então:

MTBF = 900 ÷ 3 = 300 horas

Isso significa que, em média, o equipamento consegue funcionar 300 horas sem apresentar falhas.
Com esse indicador, é possível prever comportamentos, ajustar o plano de manutenção e identificar máquinas que precisam de atenção especial.

Como calcular MTTR

O MTTR mostra quanto tempo a equipe leva para corrigir uma falha, desde a identificação do problema até a máquina voltar a operar normalmente.

A fórmula é:

MTTR = Tempo total de manutenção corretiva / Número de falhas

Exemplo prático:
Se, ao longo de um mês, um equipamento ficou 10 horas em manutenção devido a 4 falhas, então:

MTTR = 10 ÷ 4 = 2,5 horas

Ou seja: a cada falha, a equipe leva, em média, 2,5 horas para colocar a máquina de volta na operação.

Com isso, avaliar o MTTR ajuda a entender se os processos são ágeis, se a equipe tem os recursos adequados e se há gargalos no atendimento ou nas ordens de serviço.

Relação entre downtime, MTBF e MTTR

Embora representem aspectos diferentes da manutenção, downtime, MTBF e MTTR estão totalmente conectados. Juntos, eles ajudam a entender não só quanto a operação para, mas também por que isso acontece e como a equipe reage.

  1. De forma complementar, o downtime mostra o impacto direto das paradas
    Ele mede o tempo total de indisponibilidade — resultado das falhas (frequência) e do tempo de correção (velocidade).Veja como calcular o custo do downtime.
  2. O MTBF indica a frequência das falhas
    Quanto maior o MTBF, menos interrupções acontecem. Se ele diminui, significa que os equipamentos estão falhando mais cedo ou com mais frequência — aumentando o downtime.
  3. O MTTR revela o tempo gasto para restabelecer a operação
    Um MTTR alto é um dos principais fatores que prolongam o downtime. Já um MTTR baixo mostra que a equipe está conseguindo reagir rapidamente a cada ocorrência.

Em resumo:

Combinados, esses indicadores oferecem uma visão completa da performance da manutenção, permitindo prever problemas e agir antes que eles comprometam a produtividade.

Como usar esses indicadores juntos na prática

Analisar downtime, MTBF e MTTR de forma isolada já traz informações importantes, mas é quando eles são usados em conjunto que revelam o verdadeiro desempenho da operação. Na prática, esses indicadores ajudam equipes de manutenção a tomar decisões mais rápidas, precisas e alinhadas com a realidade da fábrica.

Veja como aplicá-los de forma estratégica:

  1. Identificar equipamentos críticos
    Ao cruzar downtime com MTBF e MTTR, fica mais fácil entender quais ativos geram mais impacto na produção.
  • Alto downtime + baixo MTBF → falhas frequentes.
  • Alto downtime + alto MTTR → reparos lentos.
  1. Detectar padrões de falhas
    Se o MTBF está diminuindo ao longo do tempo, é um sinal claro de que algo mudou: desgaste natural, uso incorreto, falta de manutenção preventiva ou ajustes mal-feitos.
    Com esses dados, a equipe consegue agir antes que a situação se agrave.
  2. Avaliar a eficiência da equipe de manutenção
    O MTTR ajuda a medir se os processos internos estão funcionando bem desde a abertura da OS até a disponibilidade de peças e técnicos.
    Reduzir o MTTR é uma das formas mais rápidas de reduzir o downtime.
  3. Planejar manutenções preventivas com mais precisão
    Quando o MTBF é conhecido, é possível prever aproximadamente quando a próxima falha pode ocorrer e antecipar ações preventivas, reduzindo interrupções inesperadas.
  4. Justificar melhorias e investimentos
    Indicadores claros e mensuráveis facilitam a comunicação com gestores e diretores. Eles ajudam a demonstrar de forma objetiva o impacto das paradas e a necessidade de melhorias, seja na substituição de ativos, contratação de equipe ou aquisição de ferramentas.

Usar esses três indicadores juntos é essencial para alcançar uma manutenção mais previsível, eficiente e orientada por dados.

Como um CMMS ajuda a acompanhar esses dados

Monitorar downtime, MTBF e MTTR manualmente exige tempo, organização e um controle rígido das informações, algo difícil de manter quando a operação é dinâmica e envolve diversos equipamentos. É aqui que entra o papel de um CMMS (Software de Gestão de Manutenção).

Com uma plataforma como o Keepfy, todos esses indicadores são registrados e atualizados automaticamente, eliminando planilhas manuais, anotações dispersas e cálculos repetitivos. O sistema centraliza os dados e transforma as informações do dia a dia em métricas claras e confiáveis.

Veja como um CMMS facilita o acompanhamento e reduz o downtime:

  1. Registro automático de falhas e intervenções
    Cada ordem de serviço gera dados que alimentam os cálculos de MTBF, MTTR e downtime, sem que a equipe precise lançar tudo manualmente.
  2. Histórico completo de cada equipamento
    Com poucos cliques, é possível visualizar quando o ativo falhou, quanto tempo ficou parado e quais ações foram tomadas. Isso torna a análise de confiabilidade muito mais simples.
  3. Indicadores em tempo real
    O CMMS reúne informações e apresenta dashboards atualizados, permitindo identificar desvios rapidamente e agir antes que as paradas se tornem críticas.
  4. Planejamento preventivo mais preciso
    Com base nos próprios indicadores, o sistema ajuda a programar manutenções preventivas no momento certo reduzindo falhas e prolongando o tempo médio entre elas.
  5. Maior alinhamento entre operação e manutenção
    Como todas as informações ficam centralizadas, o time ganha mais clareza e consegue tomar decisões baseadas em dados, não em suposições.

Em resumo: um CMMS como o Keepfy transforma dados complexos em ações práticas, tornando a manutenção mais estratégica, previsível e eficiente.

Conclusão

Entender a diferença entre downtime, MTBF e MTTR é o primeiro passo para transformar a manutenção em um processo mais estratégico. Cada indicador entrega uma peça importante do quebra-cabeça: o downtime mostra o impacto das paradas, o MTBF revela a frequência das falhas e o MTTR demonstra a agilidade na correção. Quando analisados em conjunto, eles permitem enxergar padrões, priorizar equipamentos críticos e tomar decisões baseadas em dados reais.

Se a sua empresa ainda controla esses indicadores de forma manual ou tem dificuldade de manter os dados atualizados, o Keepfy pode ajudar. Ele centraliza informações, automatiza cálculos e dá mais previsibilidade às rotinas de manutenção, tudo em um só lugar.

Quer ver na prática como funciona?
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